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SAIBA QUAL O TIPO QUE MAIS
COMBINA
COM VOCÊ.
DIVERSIFIQUE
A PROCEDÊNCIA
DOS
VINHOS
E LEMBRE-SE QUE
HÁ ÓTIMOS
RÓTULOS BRASILEIROS NO MERCADO
CARLOS CABRAL |
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Quem gosta de vinho sabe a falta que uma adega
faz. Não precisa nem ser muito grande ou repleta
de rótulos caríssimos. Mas é sempre bom ter
alguns exemplares guardados para beber com os amigos ou
comemorar momentos especiais. Afinal, comprar um vinho
na última hora pode ser bastante arriscado. No caminho
para a casa, a tendência é que o líquido se agite dentro da
garrafa, o que compromete a qualidade da bebida que precisaria
ficar muito tempo em repouso antes de ser degustada.
O melhor, portanto, é ter em casa uma cave climatizada,
pronta para socorrer o anfitrião a qualquer momento.
Uma classificação antiga, surgida em Portugal, divide as
coleções de vinhos em: frasqueira (com até 20 garrafas),
garrafeira (entre 48 e 60 garrafas) e adega (mais de 60
garrafas). Se você é do tipo alegre, que gosta de receber
ou tem o gentil hábito de levar vinhos de presente quando
visita os amigos, a garrafeira pode ser uma boa solução.
Nela devem constar vinhos de consumo imediato, aqueles
que se situam hoje entre R$ 25,00 e R$ 60,00, sendo que
70% tintos, 20% brancos e 10% de espumantes ou rosés.
Escolha vinhos brasileiros, chilenos e argentinos. Todos têm
uma ótima relação custo - benefício.
Agora se você é do tipo reservado, que gosta de receber
em casa, e curte cada detalhe do evento, desde a seleção de
convidados até a escolha do cardápio ideal para a ocasião,
prefira uma frasqueira. Com ela você pode revelar suas
preferências. Tenha, portanto, um cuidado todo especial na
escolha dos rótulos. No caso, vale investir em vinhos de qualidade
que custem de R$ 50,00 até o infinito. A característica
da frasqueira é: poucos e bons! Escolha rótulos (três de
cada) que representem bem os vinhos brasileiros, chilenos,
argentinos, portugueses, espanhóis, italianos e franceses. As
proporções são as mesmas da garrafeira: 70% tintos, 20%
brancos e 10% entre espumantes e champanhes ou vinhos
especiais, como Porto, Marsala, Tokay ou Sauterne.
Já com uma adega você pode brincar com o tempo. É
possível planejar, reservar vinhos para o dia-a-dia e também
para os momentos de celebração familiar ou eventos
importantes. Uma boa adega, para ser consumida em dois
anos, deve ter, no mínimo, 240 garrafas, sendo que dos
vinhos que mais lhe agradam o mínimo é de seis garrafas
para cada rótulo. Assim como você escolhe os amigos, os
vinhos devem ser muito bem selecionados. Mas lembrese
que não é todo dia que estamos dispostos a degustar
uma peça rara de nossa coleção. E não esqueça também
que uma adega é um bem comum e não privado, compre
alguns rótulos que sejam da preferência de seus amigos.
Afinal, vinho não foi feito para ser degustado só, pede
companhia, e mais, muito boa companhia!
Caso você não possa comprar uma cave refrigerada, o
que seria ideal, reserve um local mais seco e escuro para
guardar as garrafas. Prefira sempre áreas com boa circulação
de ar para evitar a proliferação de fungos e bactérias,
extremamente nocivos às rolhas das garrafas.
Hoje, existem muitas boas opções de vinhos no mercado.
A cada dia surgem novos rótulos. Com o dólar em queda
os preços estão, paulatinamente, chegando ao patamar
ideal. No final do ano, com a chegada das novas importações,
o mercado estará ainda mais atraente.
Partilhe os melhores momentos de sua vida ao lado da
pessoa que você ama e de amigos queridos, sempre acompanhado
de uma boa garrafa de vinho. Saúde!
| O BOM MOMENTO DO BRASIL |
Nos últimos dez anos, o Brasil
tem-se destacado na produção de
vinhos de ótima qualidade. Nossos
viticultores, apoiados por uma jovem
equipe de engenheiros agrônomos
e enólogos, formaram um tripé,
onde a qualidade superior é a
meta. Devido a este esforço, novos horizontes vinícolas estão surgindo.
Hoje, além da tradicional e primeira
Região Vinícola do Brasil, a Serra
Gaúcha, temos vinhos em Santa
Catarina, na Região de São Joaquim,
na nova Região da Campanha, na
região do Vale do Rio São Francisco,
na Região de Toledo, no Paraná, no interior de São Paulo e de Minas
e em Campos de Cima da Serra,
também no Rio Grande do Sul.
Com tamanha diversidade, surgiram
vinhos novos, todos elaborados com
viníferas superiores. Recomendo
alguns rótulos que podem e devem
ser considerados orgulho nacional.
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QUINTA DO SEIVAL CASTAS PORTUGUESAS
Produzido pela Família Miolo, na Campanha Gaúcha, é a primeira experiência brasileira com uvas típicas de Portugal. Um tinto elegante, elaborado a partir das castas Alfrocheiro Preto, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Sua cor é grená e seus aromas são delicados, com um leve toque de baunilha, resultante de sua maturação em barricas de carvalho novo. Tem também suaves toques de especiarias, morango e cereja. Recomenda-se deixar aerar por 30 minutos antes de degustá-lo. Acompanha carnes nobres grelhadas ou assadas. |
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LIDIO CARRARO
GRANDE
VINDIMIA 2002
- MERLOT
Elegante, requintado,
com corpo e alma
marcantes. Aromas
levemente fumados e
com sinais de frutas vermelhas
maduras. Produzido por uma
família, do Vale dos Vinhedos,
em Bento Gonçalves, que trata
seus vinhos artesanalmente. É
ótimo para acompanhar carnes
nobres de cordeiros e carnes
de caça em geral. |
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RAR - TINTO
Elaborado em Campos de Cima
da Serra, uma nova região
vinícola gaúcha. É um corte de
Cabernet Sauvignon e Merlot.
Sua juventude é perceptível
através de seus aromas
herbácios. Na boca, é ligeiro e
agradável e tem taninos maduros. Massas
e carnes em geral são boas companhias. |
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SALTON DESEJO
Um monumento ao vinho nacional. Este vinho de Merlot reúne
todas as superiores qualidades que se espera de um vinho
memorável. Tem cor, aroma e sabor bem definidos. É uma obra de
arte que orgulha a vitivinicultura nacional. A liberdade de degustação
é a recomendada, pois para este tipo de vinho, o momento e a
companhia com quem degustamos é o mais importante. |
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PIZZATO RESERVA CABERNET SAUVIGNON
Uma tradicional família de vinhateiros do Vale dos Vinhedos, em
Bento Gonçalves, assina este maravilhoso vinho. Um árduo trabalho
e uma forte convicção de fazer sempre o melhor, levaram os
Pizzatos a serem reconhecidos como excelentes produtores. Um
vinho jovem, elegante, com aromas herbáceos. Rubi claro. Ideal no
acompanhamento de carnes embutidas e assados. |
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