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e outros pontos básicos importantes que precisam ser observados. Fazer um bom sanduíche é buscar o equilíbrio entre as diversas texturas do pão e dos ingredientes do recheio, além de levar em conta o equilíbrio dos sabores. O primeiro passo para o sucesso é usar sempre fatias finas dos ingredientes (carnes, embutidos, queijos). Manteiga, só em temperatura ambiente. E vale lembrar que uma camada de manteiga, requeijão ou maionese é a melhor maneira de proteger o pão para receber recheios úmidos, como saladas compostas. Veja a seguir as possibilidades de casamento perfeito entre sanduíche e vinho.
(Presunto de Parma, lascas de parmesão, rúcula, azeitona preta e tomate caqui) Para o Bernadotte, campeão de vendas do Caroline, só mesmo um bom tinto, com estrutura tânica definida para fazer frente à agradável untuosidade do presunto de Parma e ao sabor marcante do parmesão. A sugestão imediata é o Ancelota, do produtor Dal Pizzol (www.dalpizzol.com.br). Outra feliz alternativa é o Barbera da Angheben (www.angheben.com.br), que tem mais frescor do que o anterior mas, ainda assim, se harmoniza perfeitamente com os sabores mediterrâneos do sanduíche. Sirva no pão de sua preferência, que pode ser italiano, de folha, ou na baguete. Alterne as camadas de presunto com os demais ingredientes e sirva acompanhado de um mix de folhas verdes. No Caroline, o Bernadotte vem acompanhado também de batatas chips.
(Peito de peru defumado, manga, queijo Gruyère e mix de folhas para acompanhar) O Brienne “pede” um tinto estruturado como o Barbera DÊAlba Sovrana do Batasiolo, importado pela Expand. Outra boa sugestão é o nosso Gamay (da Miolo), que faz uma parceria perfeita com o peru defumado e complementa muito bem o sabor característico do Gruyère. Mas ainda permite uma feliz harmonização com o espumante rosé do Rio Sol (importado pela Expand) que, devido ao seu frescor, irá valorizar ainda mais o sabor dos ingredientes. Uma boa dica para preparar o Brienne nesse verão é gelar bem as folhas e enriquecer a salada com outros ingredientes, como peras, endívia e azeitonas.
(Salmão defumado, cream cheese e cebolinha) Segundo a sabedoria de um antigo ditado português, “Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro verão fazem o homem são”. No entanto, critério e bom senso são fundamentais na hora de escolher o vinho para acompanhar o sanduíche. Para o expert Didu Russo, as regras são as mesmas da harmonização com os pratos. No caso do sanduíche de salmão defumado do Le Pâtissier Boulangerie, servido no bagel, vale sugerir três alternativas: um Riesling, um Sauvignon Blanc e um Espumante Moscatel. O Riesling, pela sua untuosidade e mineralidade – uma ótima parceria para o salmão (mais denso e gorduroso). O Sauvignon Blanc seria indicado pelo seu frescor e, o Moscatel, pela surpreendente harmonização com a untuosidade do peixe e a gordura do cream cheese. A escolha é sua.
(Queijo Brie derretido e rúcula) O segredo do sucesso da massa do pão usado no sanduíche Gurgère é guardado a sete chaves no Le Pâtissier Boulangerie, e a única informação disponível é que ela recebe um leve toque de parmesão. O Brie chega derretendo, se misturando com a rúcula e exigindo a presença de um vinho que tenha personalidade. Ainda que seja um rosé. Entre as boas companhias para o Gurgère estão os recém-chegados Biography Shiraz 2003 (da África do Sul, importado pela Decanter), que se destaca pela sua acidez, elegância e frescor, e o chileno Gillmore Reserva Cabernet Franc 2003, com notas de cassis e especiarias. A importação é feita pela Ana Import.
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