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2008 • ANO 3 • Nº 09 l PÁGINAS |
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O encontro é o maior Salão Internacional do Vinho da América Latina.
O Expovinis Brasil chega a sua 12ª edição de 28 a 30 de abril no
Transamérica Expo
Center, em São Paulo, um dos mais modernos
espaços para realização de eventos e
exposições do país. No ano
passado, a feira atraiu um público recorde de 21 mil
pessoas que
visitaram os mais de 260 expositores. A Art des Caves, que estará
mais
uma vez prestigiando a feira com seus produtos, é a adega
oficial do Expovinis Brasil
2008.
De olho no potencial mercado de
vinhos, o evento, que será realizado
simultaneamente com as feiras
Brasil Cachaça e Epicure, traz
as novidades em
tecnologia e produtos
ligados à indústria de bebidas, além de contar com a participação
de
grupos internacionais de
produtores como o Vins de Provence
(França), Pro Mendoza
(Argentina), Embaixada da França, EUA, Itália e
do já tradicional Grupo de
Portugal. “O
primeiro dia será reservado
exclusivamente para profissionais da área, com o objetivo
de qualificar
ainda mais o público
participante da feira”, afirma Domingos Meirelles,
diretor da Exponor Brasil, empresa responsável pela organização dos
eventos.
| PALAVRA DE ESPECIALISTA* |
Na hora de adquirir um vinho velho, como saber, sem abrir a garrafa, se a bebida está boa ou se já está em processo de deterioração?
Vamos por partes. Há vários motivos que podem levar um vinho a entrar num processo de deterioração, porém é importante lembrar
que qualquer tipo de deterioração poderá afetar a qualidade do vinho. Felizmente nenhum tipo é nocivo à saúde humana, pois no pH
do vinho não se desenvolvem microorganismos nocivos à saúde como em certos alimentos. O mais comum é encontrar vinhos com
problemas de oxidação causada pela entrada de ar pela rolha (vazamento) ou pela má conservação (altas temperaturas) no
armazenamento. Sem abrir a garrafa, somente poderemos identificar se houve vazamento na rolha, não saberemos se o vinho foi
mal conservado sem degustá-lo.
Outro problema freqüente é o chamado bouchonné, onde a rolha passa ao vinho uma substância chamada TCA que libera um
desagradável aroma de papelão molhado que só poderá ser identificado quando a garrafa for aberta. Com menos freqüência
também podemos encontrar a acetificação do vinho provocada por bactérias acéticas que transformam o vinho em vinagre. Isso
ocorre normalmente quando há um vazamento da rolha e o problema pode ser identificado sem abrir a garrafa.
Então para ter certeza que o vinho não está deteriorado é preciso degustá-lo. Porém, conhecendo algumas informações a respeito
do tipo de vinho você pode diminuir o risco. Como, por exemplo, saber que aquele tipo de vinho não é para guarda. É comum
encontrar Beaujolais Nouveau de safras mais antigas quando se sabe que esse vinho deve ser tomado no máximo um ano após
sua elaboração. Por isso, recomenda-se ler as fichas técnicas dos vinhos que podem ser encontradas nos catálogos dos
produtores. A dica é ouvir a opinião de sommeliers e atendentes de lojas que saberão orientar sua compra.
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| *ADRIANO MIOLO, Diretor-técnico da Miolo Wine Group |
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