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![]() MANOEL BEATO* Diante das tantas histórias que tangem o universo do vinho, o apreciador de voto da prática, e voraz pela verdade teórica, fica titubeante. Nem tanto pela embriaguez de alguns copos a mais, mas pelas tantas informações contadas, inventadas, omitidas ou exageradas que nos chegam pelos diversos veículos de comunicação, sobretudo o boca a boca. A partir daí criam-se mitos, que nos deixam aflitos. Vamos a alguns deles. "Quanto mais velho melhor" Cada vinho tem seu potencial de envelhecimento. Alguns não podem durar mais que um ou dois anos a partir da elaboração. Outros suportam cinco, 10, 20 anos ou mais. E pode haver outros ainda excelentes com mais de 100 anos. É necessário pesquisa para entender o potencial de cada um, analisando região, produtor, tipos de uva, safra, além da maneira de elaboração. Um vinho tem três fases. A da juventude, quando não desenvolveu todos os aromas, mas dá grande prazer; a da maturidade, quando sua estrutura já se amacia e seus aromas já se desenvolveram expressivamente (para os grandes vinhos essa fase pode durar décadas). E por fim a da decadência, que para os amantes das artes do fim do século XIX, como eu, é uma fase que pode nos levar às alturas pelas peculiaridades, às vezes até um pouco estranhas, de cores, aromas e sabores. Atentos, é claro, para diferenciar o decadente do já moribundo e desagradável. Há outros vários pequenos mitos. São os preciosismos: • Rolha com certo pó aveludado
entre a superfície e a cápsula
não é sinal de problema.
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